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6 Notes

Eu acho q eu vi um gatinho #cat #neko #kitty #cute #love

Eu acho q eu vi um gatinho #cat #neko #kitty #cute #love

2 Notes

[a bela magrela]

bela
magrela
lá vai ela
entre as feras

melhora a gente
a cidade
o planeta
roda companheira
quieta
estrela
da urbanidade

© Monica March [texto|foto]

5 Notes

[sinceridade cúmplice]

É difícil imaginar situação mais comum do que iniciar um relacionamento - seja ele de que tipo for. Os acontecimentos que se seguem também se repetem com a mesma constância com que o fato ocorre: o primeiro encontro, a fase de reconhecimento, a análise de compatibilidades, a troca de energias. Quase um balé cujos passos vamos decorando conforme o dançamos vida afora.

O fato é que, em um primeiro momento, encantados por aquilo que nos faz acreditar na possibilidade da paixão (reparem que a palavra aqui não é amor) a sinceridade sobe no telhado e fica ali, na beira do abismo, entre a quietude extrema e a morte. É o primeiro esqueleto que guardamos no armário, junto com todos os outros que ela mesma deveria ser responsável em trazer à luz.

Mais do que nos revelar pelo bem de uma relação, a sinceridade e a confiança - base de relacionamentos saudáveis - são quase que extensões do mesmo sujeito. Quando falta confiança começa o fim de onde não existe volta. Pode haver amor, porque este último tem suas inexplicáveis tendências masoquistas, mas não felicidade.

Então por que não incorporar a sinceridade ao momento de início de uma relação? Simples, não? Poderia ser, se o conceito de romantismo não tivesse se confundido tanto ao amor com o passar do tempo. As pessoas somente acreditam amar alguém quando os sintomas clássicos da paixão se manifestam: a urgência, a gula, o egoísmo, a fúria de sentimentos.

Ser sincero significa, já que nem o melhor dos seres humanos é perfeito, começar a apagar o fogo da paixão antes que a casa esteja tomada pelas chamas. É triste constatar que a maioria das pessoas prefere viver entre cinzas, na ilusão de construir algo a partir dos destroços, a aceitar um balde cheio de verdades assim que se abre a porta.

Quando isso acontece, porque como tudo na vida, aqui também se veem as exceções, a ligação que se cria é tão especial quanto a sua raridade. Pessoas que se compreendem em meio ao caos de se conviver num mundo tão cheio de incertezas porque a base do sentimento foi sedimentada com solidez. Amigos, amantes, companheiros de vida neste universo de paixões que ecoam no vazio. Cúmplices desde aquele começo que parecia um banho de água fria mas que se mostrou brasa sob seus pés descalços de disfarces.

#repost

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4 Notes

Hey, you. #cat #neko #kitty #bw #blackandwhite #pb #missbw

Hey, you. #cat #neko #kitty #bw #blackandwhite #pb #missbw

14 Notes

Não é distância. É só geografia.
Monica March

3 Notes

Love in ritornello. :|| #tattoo #love

Love in ritornello. :|| #tattoo #love

1 Notes

Do que eu falo quando eu falo de corrida: sofrer é opcional

Haruki Murakami ficou mundialmente conhecido ao escrever romances como 1Q84, Minha Querida Sputinik e Norwegian Wood, traduzidos em quase 40 línguas. Do que eu falo quando eu falo de corrida é uma é uma faceta totalmente diferente do escritor japonês.

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13 Notes

Amor mais leve que o vento,
voa em pensamento.
Abre as asas! Deixa ele escapar.
Se for seu, vai voltar.
Monica March

2 Notes

[sintonia]

Eu não estava bem porque os sonhos começavam a rarear. Às vezes uma semana inteira passava sem que viessem. Uma grande tristeza começava a tomar conta de mim, e uma irritação crescente atrapalhava já a minha concentração no trabalho. Passava as noites e também os dias esperando os sinais que precediam a chegada dos sonhos, mas nada acontecia.

Sentada à mesa do antiquário, olhava pela janela a rua movimentada, sem ânimo, quando ouvi a campainha. Abrindo a porta me deparei com um garoto vestindo uniforme azul marinho com um quepe na cabeça retirado, de maneira formal, quando me entregou o buquê de rosas:

- São para dona Ivone. E dizendo isso, foi-se embora imediatamente.

O tom das rosas era hipnotizante, vermelho vivo. Vinham acompanhadas de um envelope de papel pergaminho com as iniciais CMM gravadas em ouro. Dentro, apenas um cartão que dizia: “O verdadeiro amor é eterno. Ass: Manoel.”

Senti a vista escurecer enquanto tudo girava e, de repente, comecei a enxergar riscos coloridos à minha volta, como uma tela de tevê fora de sintonia.

Acordei. Tinha sonhado. Mas não os sonhos queridos, não como eu desejava. Havia sido um angustiante pesadelo, era o começo do fim.

Levantei da cama, me arrastei até o banheiro, entrei no chuveiro. Ducha, depois café. Fernando tinha razão: não deveria ter me preocupado tanto, apenas desfrutado. Não devia sentir medo.

Não acreditei na felicidade porque ela não tinha se mostrado concreta, paupável. Perigoso engano. Sua própria definição já diz tudo: felicidade - substantivo abstrato.

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4 Notes

[eu vejo flores em você]

Eu acredito na corrente do bem. Sei que o filme de mesmo nome não termina da melhor maneira – mas prefiro ficar com a mensagem positiva que se tira dele: que cada um de nós se assim o quiser pode, de forma efetiva, transformar o mundo em que vivemos em um lugar melhor para todos.

Fico feliz ao saber de iniciativas solidárias, como a da florista Helena Lunardelli e sua sócia Suzana Galvão, responsáveis por belíssimos arranjos que enfeitam alguns dos eventos mais sofisticados que acontecem no Brasil.

Flores, infelizmente, não ficam vivas e viçosas para sempre. Depois de finalizadas as festas, o destino de centenas de arranjos normalmente é o lixo. Um desperdício nos muitos sentidos da palavra.

Por iniciativa das empresárias, a história começou a mudar com a reciclagem das plantas usadas em seus arranjos. No dia seguinte aos eventos, flores como tulipas, rosas, gérberas e outras, se transformam em bonitos arranjos que são enviados a asilos da cidade de São Paulo – com projeto de aumentar o número de entidades atendidas com a ajuda de decoradores famosos e amigos que devem doar o que for descartado de seus eventos também.

Para se ter uma ideia, um grande casamento pode render até 300 arranjos que agora alegram o cotidiano de pessoas que, mais do que tudo, precisam do belo e do amor em suas vidas. Um show de exemplo para ser seguido.

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© Monica March

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7 Notes

Não, não desapareça.
Vem, não peça.
Chegue mais perto, depressa,
que preciso da sua força bruta.
Sorriso menino, pensamento ferino,
sussurra em meu ouvido,
brinca com meu destino.
Não, não para
que desatino.
Multiplica o gosto, que eu gosto e aposto
na pele que adere, fere, prefere.
A boca desliza.
Sem freio, precisa.
A mão na nuca que aperta
e acerta
o ponto em que encontro
seu canto.
Monica March

8 Notes

🎶 todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã 🎶 #instamission164 #love #amor #gentedepelos #dog #dog

🎶 todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã 🎶 #instamission164 #love #amor #gentedepelos #dog #dog

9 Notes

[amor da sua vida] #repost

Todo mundo quer um. Aquele que vai chegar arrebentando as portas, batendo todas as janelas, deixando nossa vida sem chão. Um furacão.

Mas será que é realmente isso que se quer? De verdade?

Se enxergássemos como desastres naturais cada amor que passou por nossas vidas, talvez o melhor fosse mudar logo para alguma ilha no Triângulo das Bermudas, na rota oficial dos tornados. Pelo menos teríamos o Weather Channel para nos dar previsões, mesmo que elas chegassem antes o suficiente apenas para corrermos a um lugar mais seguro do que aquele chão que costumávamos acreditar sólido sob nossos pés. 

Estes dias, lendo Martha Medeiros, me encontrei quase que instantaneamente em um trecho de uma de suas crônicas: “o amor, na sua essência, necessita apenas três aditivos: correspondência, desejo físico e felicidade. Se alguém retribui seu sentimento, se o sexo é vigoroso e ambos se sentem felizes na companhia um do outro, nada mais deveria importar.”

Minha pergunta, logo depois de ler essas linhas foi: quem foi que disse que esses requisitos breves e muito bem resumidos devem vir destruindo tudo pelo caminho? A verdade é que não têm. Criamos em nossa mente o pré-conceito que nos faz desejar o amor que vai nos magoar e não aquele de que precisamos e que irá nos preencher, nos completar e, pasmem, seguir crescendo e nos deixando felizes pelo resto de nossas – muito curtas – vidas.

Não sou uma pessoa isenta aqui. Confesso. Mea culpa. Também fui treinada pelos filmes e regras da sociedade que clamam alto aos quatro ventos o modelo de amor-furacão, terremoto, tsunami ou seja lá o seu desastre natural favorito para defini-lo. Segundo a cartilha, o amor tem de nos fazer enlouquecer, dar vontade de andar sobre as nuvens quando dá certo e de saltar de cima de prédios quando dá errado. Tem de ser tão envolvente que acaba por nos sufocar e nem sempre o prazer compensa tamanho sacrifício. Mas sempre achamos que sim. Estamos apaixonados e é assim que as pessoas apaixonadas se comportam. Ou não?

Será que a paixão tem de vir sempre antes do amor, atropelando a nós e à nossa vida e nos deixando esparramados no asfalto sem esperança de viver tempo suficiente para vê-la se transformar naquele amor sólido que realmente desejamos, mesmo sem ainda sabê-lo?

Talvez seja esse o grande segredo do amor que dura e nos faz felizes pra sempre. Perceber que a necessidade da paixão incontrolável, criada pelo imaginário coletivo desde que os românticos transformaram sentimentos em versos, não é obrigatória. Que se pode encantar e ser encantado de uma maneira muito mais sutil e vagarosa, com tempo e paciência, com carinho e atenção, com desejo e faíscas, mas sem fumaça e focos incendiários. Sem pressa.

Passar pelo gostar para chegar ao amar. E, então, quando menos se imagina, a paixão chega forte, mas serena. Invade tudo, mas não derruba as paredes que estruturam nossa vida. Nos alucina, mas continuamos tendo o controle de nós mesmos. E nos embala em um sonho bom, que sonhamos enquanto durar o nosso pra sempre, acordados e felizes.

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[Cena do filme New York I Love You]

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12 Notes

Não se quis.
Por um triz.
Ser feliz.
Monica March

1 Notes

Daily Water: app lembra de beber água

Eu sei. A vida é corrida. A gente vive esquecendo a garrafinha de água em algum canto. Quem consegue lembrar de se hidratar na quantidade ideal todos os dias para ter uma vida mais saudável? Eu achava que tomava um tantão de água. Depois que descobri um aliado pra me lembrar da hidratação, percebi que a quantidade era muito menor do que eu imaginava.

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